Renata Barreira
18-05-2005, 07:46
Expansão do scrapbooking foi destaque na HobbyArt 2005
Por Renata Barreira, membro deste site
Representado o site ScrapbookBrasil, visitei a HobbyArt 2005, em São Paulo, com o objetivo de observar o mercado de scrapbooking no país. O evento, que acontece também em outras cidades, faz a divulgação das indústrias e fornecedores de artes e artesanato.
Tive a oportunidade de estar presente apenas no último dia da feira (2 de abril), mas pude perceber uma grande movimentação em todos os estandes e, principalmente, o interesse dos visitantes por essa nova mania do artesanato nacional: o scrapbooking.
De acordo com os organizadores da HobbyArt, cerca de R$ 780 milhões em negócios foram realizados durante e após a feira e cerca de 68 mil visitantes passaram pelo evento, um crescimento de 14,5% em relação ao ano anterior.
Muitos expositores consideram a HobbyArt como o melhor canal de divulgação de seus produtos e já a escolheram para lançar seus novos artigos e materiais. “A feira deste ano foi um divisor de águas para o setor de scrapbooking. Maiores fabricantes e grandes empresas estão investindo nesse mercado, com bom retorno para seus investidores”, explica Flávia, da Pedaços Atelier e colaboradora deste site. Segundo ela, a feira foi uma excelente via de contatos, principalmente com consumidores que residem próximo à loja. Por isso, um espaço para Pedaços Atelier na edição do ano que vem já está reservada, revela ela.
No setor de Scrapbooking, foi considerável o aumento de estandes. Grande parte das lojas de São Paulo especializadas nessa técnica estava representada na HobbyArt. O crescimento desse mercado teve reflexo em algumas lojas, especializadas em artesanato, que passaram a investir em novos produtos para scrapbooking.
Para Beatriz Kauffman, da ScrappingMania, “a feira permitiu uma ampla divulgação para o setor, com grande aceitação do público e bom retorno para os lojistas.” Ela acredita que o mercado está na melhor fase possível e que está febre pode ser mantida, desde que existam sempre novos produtos e com qualidade.
Muitos produtos foram lançados no evento, como os papéis no tamanho 30 cm x 30cm. Padronagens lisas e estampadas chegaram com grande estilo e prometem cair no gosto dos consumidores. Algumas marcas lançaram mini-álbuns prontos, bolsas para carregar materiais, ferramenta para colocação de ilhós com nova tecnologia, entre outros.
Segundo Daniela Silva, da Grafon’s, “foi a primeira vez que negociamos com consumidor final. O setor precisa de divulgação e de mais contato com o artesão. A feira foi um excelente veículo. Lançamos nossa primeira linha em setembro passado e já estamos renovando nossos produtos para esse ano.”
Daisy Vilela, da Daisy Vilela Design e membro deste site, acredita em um mercado menos elitizado, com técnicas mais criativas e produtos mais baratos.“Criatividade todo mundo tem de graça. E eu fico feliz de participar desse processo”.
Tive a honra de ter o tempo ao meu lado membros do nosso site, como Claudia Waller que realizou esta visita comigo. Algumas que estavam só a passeio e outras trabalhando em lojas ou expondo seus produtos. A maioria vestindo a camisa do site e divulgando nosso espaço. Muitos curiosos nos paravam na feira e pediam informações sobre a nossa página. Isso foi gratificante para todas que estavam lá.
A impressão de Lina Gouveia (membro do site), que trabalhou na Hobby Art deste ano, foi de que o Scrapbook, praticamente já está irradiado aqui no Brasil: “Não só pelo investimento dos fabricantes em materiais (papel, ferramentas, etc.), mas também dos distribuidores de outros estados. Percebi ainda que a procura dos consumidores, por produtos e informações sobre o assunto foi de grande interesse também". Anelise Novachi (membro deste site) faz uma comparação com a feira do ano passado: “Em menos de um ano o scrap tomou mais de 40% da feira em relação ao ano passado quando havia apenas um estande sobre o assunto. O que me impressionou mais e me deixou mais feliz foram as empresas nacionais estarem apostando tanto no mercado e produzindo materiais tão bons quanto os importados e com preços mais acessíveis.”
“A Hobbyart 2005 definitivamente colocou o scrap em evidência nacional, uma vez que o mesmo vinha crescendo desde 2003 porém com muito mais vigor somente em São Paulo e no Rio. Desde abril, percebeu-se um aumento nas reportagens de revistas de grande circulação e programas na TV. Era o que as consumidoras de scrap esperavam e o pontapé inicial para o scrapbooking, mesmo com nome "importado", mostrar de uma vez por todas que veio para ficar aqui no Brasil”, anima-se Branca Niccolini, membro deste site.
Maiores informações sobre a HobbyArt, que já está se organizando para 2006, no site: www.hobbyart.com.br
“Percebi que o scrapbooking era a palavra de ordem na feira”
“A Hobbyart é uma feira importante para o mercado artesanal porque apresenta tendências, lança produtos e põe em contato fabricantes e artesãos de uma forma bastante próxima, benéfica para ambos: de um lado, conhecendo produtos em primeira mão e aprendendo a forma de utilizá-los; e de outro, percebendo o que o consumidor busca e precisa.
Este ano, notei que o scrapbooking era a palavra de ordem na feira, assim como a decoupage foi no ano passado. Vários estandes, grandes importadoras fazendo lançamentos interessantes- com certeza a "scrapmania" veio para ficar. Muitos ouviram falar, mas não entendem do que se trata, e outros nunca ouviram, não conhecem e se apaixonam de imediato.
Infelizmente ainda percebo - claro que não de forma generalizada - uma resistência de uma parcela do público à utilização de material adequado - fato que observei ao conversar com algumas pessoas na feira durante oficinas ou mesmo na fila de compra em estandes. Existe ainda o estigma de "atividade cara", com o que eu não concordo. É claro que se você investir em todos os enfeites e ferramentas que vir pela frente, sim, é uma atividade cara, como a pintura - se você comprar todas as cores de tinta, todos os pincéis e telas de todos os tamanhos.
Como muitas vezes as pessoas envolvidas em artesanato são "autodidatas", vejo que, principalmente no caso do scrapbooking, cabe ao profissional envolvido comercialmente com esta atividade - seja ele professor, lojista, editor de revistas, fabricante ou importador de insumos - a educação dessa parcela do público. Com mais pessoas bem informadas, a tendência é termos cada vez mais materiais adequados com maior variedade e preços mais acessíveis. Espero poder ter esta grata surpresa na Hobbyart 2006!”
Carla Cavelluci Landi, membro deste site.
Por Renata Barreira, membro deste site
Representado o site ScrapbookBrasil, visitei a HobbyArt 2005, em São Paulo, com o objetivo de observar o mercado de scrapbooking no país. O evento, que acontece também em outras cidades, faz a divulgação das indústrias e fornecedores de artes e artesanato.
Tive a oportunidade de estar presente apenas no último dia da feira (2 de abril), mas pude perceber uma grande movimentação em todos os estandes e, principalmente, o interesse dos visitantes por essa nova mania do artesanato nacional: o scrapbooking.
De acordo com os organizadores da HobbyArt, cerca de R$ 780 milhões em negócios foram realizados durante e após a feira e cerca de 68 mil visitantes passaram pelo evento, um crescimento de 14,5% em relação ao ano anterior.
Muitos expositores consideram a HobbyArt como o melhor canal de divulgação de seus produtos e já a escolheram para lançar seus novos artigos e materiais. “A feira deste ano foi um divisor de águas para o setor de scrapbooking. Maiores fabricantes e grandes empresas estão investindo nesse mercado, com bom retorno para seus investidores”, explica Flávia, da Pedaços Atelier e colaboradora deste site. Segundo ela, a feira foi uma excelente via de contatos, principalmente com consumidores que residem próximo à loja. Por isso, um espaço para Pedaços Atelier na edição do ano que vem já está reservada, revela ela.
No setor de Scrapbooking, foi considerável o aumento de estandes. Grande parte das lojas de São Paulo especializadas nessa técnica estava representada na HobbyArt. O crescimento desse mercado teve reflexo em algumas lojas, especializadas em artesanato, que passaram a investir em novos produtos para scrapbooking.
Para Beatriz Kauffman, da ScrappingMania, “a feira permitiu uma ampla divulgação para o setor, com grande aceitação do público e bom retorno para os lojistas.” Ela acredita que o mercado está na melhor fase possível e que está febre pode ser mantida, desde que existam sempre novos produtos e com qualidade.
Muitos produtos foram lançados no evento, como os papéis no tamanho 30 cm x 30cm. Padronagens lisas e estampadas chegaram com grande estilo e prometem cair no gosto dos consumidores. Algumas marcas lançaram mini-álbuns prontos, bolsas para carregar materiais, ferramenta para colocação de ilhós com nova tecnologia, entre outros.
Segundo Daniela Silva, da Grafon’s, “foi a primeira vez que negociamos com consumidor final. O setor precisa de divulgação e de mais contato com o artesão. A feira foi um excelente veículo. Lançamos nossa primeira linha em setembro passado e já estamos renovando nossos produtos para esse ano.”
Daisy Vilela, da Daisy Vilela Design e membro deste site, acredita em um mercado menos elitizado, com técnicas mais criativas e produtos mais baratos.“Criatividade todo mundo tem de graça. E eu fico feliz de participar desse processo”.
Tive a honra de ter o tempo ao meu lado membros do nosso site, como Claudia Waller que realizou esta visita comigo. Algumas que estavam só a passeio e outras trabalhando em lojas ou expondo seus produtos. A maioria vestindo a camisa do site e divulgando nosso espaço. Muitos curiosos nos paravam na feira e pediam informações sobre a nossa página. Isso foi gratificante para todas que estavam lá.
A impressão de Lina Gouveia (membro do site), que trabalhou na Hobby Art deste ano, foi de que o Scrapbook, praticamente já está irradiado aqui no Brasil: “Não só pelo investimento dos fabricantes em materiais (papel, ferramentas, etc.), mas também dos distribuidores de outros estados. Percebi ainda que a procura dos consumidores, por produtos e informações sobre o assunto foi de grande interesse também". Anelise Novachi (membro deste site) faz uma comparação com a feira do ano passado: “Em menos de um ano o scrap tomou mais de 40% da feira em relação ao ano passado quando havia apenas um estande sobre o assunto. O que me impressionou mais e me deixou mais feliz foram as empresas nacionais estarem apostando tanto no mercado e produzindo materiais tão bons quanto os importados e com preços mais acessíveis.”
“A Hobbyart 2005 definitivamente colocou o scrap em evidência nacional, uma vez que o mesmo vinha crescendo desde 2003 porém com muito mais vigor somente em São Paulo e no Rio. Desde abril, percebeu-se um aumento nas reportagens de revistas de grande circulação e programas na TV. Era o que as consumidoras de scrap esperavam e o pontapé inicial para o scrapbooking, mesmo com nome "importado", mostrar de uma vez por todas que veio para ficar aqui no Brasil”, anima-se Branca Niccolini, membro deste site.
Maiores informações sobre a HobbyArt, que já está se organizando para 2006, no site: www.hobbyart.com.br
“Percebi que o scrapbooking era a palavra de ordem na feira”
“A Hobbyart é uma feira importante para o mercado artesanal porque apresenta tendências, lança produtos e põe em contato fabricantes e artesãos de uma forma bastante próxima, benéfica para ambos: de um lado, conhecendo produtos em primeira mão e aprendendo a forma de utilizá-los; e de outro, percebendo o que o consumidor busca e precisa.
Este ano, notei que o scrapbooking era a palavra de ordem na feira, assim como a decoupage foi no ano passado. Vários estandes, grandes importadoras fazendo lançamentos interessantes- com certeza a "scrapmania" veio para ficar. Muitos ouviram falar, mas não entendem do que se trata, e outros nunca ouviram, não conhecem e se apaixonam de imediato.
Infelizmente ainda percebo - claro que não de forma generalizada - uma resistência de uma parcela do público à utilização de material adequado - fato que observei ao conversar com algumas pessoas na feira durante oficinas ou mesmo na fila de compra em estandes. Existe ainda o estigma de "atividade cara", com o que eu não concordo. É claro que se você investir em todos os enfeites e ferramentas que vir pela frente, sim, é uma atividade cara, como a pintura - se você comprar todas as cores de tinta, todos os pincéis e telas de todos os tamanhos.
Como muitas vezes as pessoas envolvidas em artesanato são "autodidatas", vejo que, principalmente no caso do scrapbooking, cabe ao profissional envolvido comercialmente com esta atividade - seja ele professor, lojista, editor de revistas, fabricante ou importador de insumos - a educação dessa parcela do público. Com mais pessoas bem informadas, a tendência é termos cada vez mais materiais adequados com maior variedade e preços mais acessíveis. Espero poder ter esta grata surpresa na Hobbyart 2006!”
Carla Cavelluci Landi, membro deste site.