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Ver Versão Completa : Revistas sobre scrapbooking - contradição??



Janice I. Dantas
05-07-2004, 01:00
Oi pessoal,

Tenho comprado todas as revistas que estão por aí sobre scrapbooking e cartões artesanais, mas surgiu uma dúvida e / ou contradição.

Desde já me desculpem se a dúvida já foi dicutida aqui. :oops:

A gente sabe da importância do uso de material (papéis, cola,....) acid free, e no entanto, nessas revistas, no passo a passo, pedem papel color plus, que já sabemos que tem acidez. Não seria uma contradição? :roll:

Com carinho,

Maria do Rosario
05-07-2004, 01:07
Janice...

é isso ai mesmo. A maior contradição. Uma amiga me enviou uma revista brasileira aonde logo no início da revista eles explicam q só material acid free deve ser usado nos seu álbuns etc etc etc. Mas nos passo-a-passos vc só vê eles usando papel colorplus e outros materiais q n são adequados ao scrapbooking. É a maior contradição mesmo. E é mto triste ver isso. Mas eu acho q se os consumidores no Brasil continuarem insitindo em só usar material acid free as revistas e os distribuidores vão tomar um chá de simancol e vão atender as demandas do consumidor. O jeito no momento é continuar tendo mta paciência e usando toda a sua criatividade.

Boa Sorte nessa luta (ou será q deveremos declarar guerra em nome dos 10 mandamentos do scrap? :mrgreen: )

Bjs...


Ana Carolina
05-07-2004, 02:19
Pra mim também pareceu muito confuso desde a primeira revista que comprei. Uma revista dizia que o ideal era acid-free, mas que ela optava pelo material normal para apoiar os produtores nacionais.
Na última que comprei, se utilizava material ácido e não ácido na mesma página. Mas, como sou muito crítica, nem quis comentar antes.
Mas com certeza, daqui um tempo, muitos membros desse fórum serão convidados para fazer esses editoriais, e aí as inofrmações corretas chegarão ao público.
Bjos :wink:
Carol

Fernanda Marini
05-07-2004, 02:58
:D
oi meninas,

o negócio é esse mesmo... quando vi o scrapbooking pela primeira vez, foi em um programa de tv e a moça que ensinava usava qualquer tipo de material e nem mencionava que tinha de ser acid-free. Aí encontrei o scrapbookbrasil e foi só aí que me informei. Me encontrei com a Daisy e ela me explicou tudo.
TB comprei revistas e todas elas usam qualquer material, e ainda mencionam que tem que ter preservação e etc e tal... esse assunto que estamos carecas de saber e discutir aqui.
Acredito que por causa dos anunciantes da revista eles utilizem desta política... Acho que vale mandar e-mails para estes editoriais e citar o ocorrido, além de tomarmos a seguinte postura:
Ver o modelo e substituir o material inadequado por outro adequado. :)

Beijos para todas

Claudia Waller
05-07-2004, 03:09
Comigo tambem aconteceu o mesmo, só fiquei sabendo do material correto aqui no site, mesmo tendo feito um cursinho de scrapbook antes. Concordo com a Fe, acho que devemos mandar emails pros editorias, assim comeca a haver alguma pressao e vao se tocar que precisam indicar o material correto e assim a industria nacional comecará tambem a se preocupar em produzir papeis acid-free.
Cacau

DaniDani
05-07-2004, 05:18
Meninas,

Eu só descobri o material acid-free depois que entrei aqui também. Inclusive o material que usei no meu primeiro album, baseado em uma revista foi todo inadequado, por falta de informação.

Acho que eles fazem isso para terem consumidores, porque 1 - as pessoas não conhecem os materiais e 2 - quando conhecem e descobrem o preço podem desistir de praticar o scrap. Às vezes por falta de informação. Eu estou usando material adequado agora de tanto ler e ouvir sobre preservação. E isso entrou na minha cabeça de forma que eu não tenho pena de comprar papéis mais caros. É claro que torço para começarem a fabricar no Brasil, assim teremos valores mais acessíveis.

Carla Cavellucci Landi
05-07-2004, 05:57
As revistas não podem/querem perder a demanda pelo assunto.

O mercado nacional ainda não tem a cultura do acid free

O material acid free é pouco acessível - tanto fisicamente qto financeiramente - a grande parcela do mercado brasileiro. Spaulo que tem muita coisa ainda não tem tudo e mesmo assim, praticamente concentrado de um lado da cidade (com uma grande e honrosa excessão)

As pessoas acham que papel é tudo igual...

Depende de nós...

Eu só compro material acid free, agora. Só uso outros materiais agora qdo a preservação não é importante MESMO (tipo... convite do aniversário que sei que vai parar no lixo)...

O legal é cada um, se for chamado a participar, reforçar a necessidade do acid free... se bem que tenho quase certeza que a revista vai falar "ah, faz com colorplus, é mais colorido e o pessoal encontra mais fácil..."

Precisamos educar as revistas!

Janice I. Dantas
05-07-2004, 07:38
UFA! Que alívio saber que não entendi errado! Eu estava realmente confusa! :roll: Mas agora entendo que a contradição existe mesmo. Acho que essa estória tem mesmo a ver em divulgar a arte de uma maneira mais "nacional".

Beijos pra todas

Claudia Madruga
06-07-2004, 09:49
Oi,
eu entendo da seguinte maneira, pois já perguntei para quem tem seus trabalhos publicados nas revistas, os editores querem que o assunto seja divulgado, e nós tambem, para isso tem que ser acessivel ao maior numero de pessoas. Assim as pessoas conhecendo a tecnica vão buscar mais informações e o que é melhor para si.
Acho que a palavra acid-free, aqui no Brasil, ainda assusta um pouco e significa material importado e isso eleva o preço do material e torna o trabalho muito caro.
Eu procuro por papeis alcalinos e neutros, já encontrei um papel alcalino (citado em outro tópico) que tem em várias texturas e cores . Não são tão coloridas qto o mi-teintes, mas podem ser usados para impressão ou qualquer outra maneira de decoração do papel. E o preço dele, aqui em Floripa, varia de 0,40 a 0,60 a folha A4 em contrapartida o mi-teintes custa 1,60 a folha.
Vou ser bem sincera, não tenho condições financeiras para usar só mi-teintes nas minhas páginas e tão pouco material importado, que aqui ainda é muito caro.
Nossa ... escrevi demais... :oops:

Virgínia
06-07-2004, 10:49
Oi Gente!

Não só as revistas mais quando estive em São Paulo visitando os
Ateliês de scrap, tive uma informação que me deixou bastante confusa sobre isto. Uma das donas de um dos mais famosos destes ateliês
que fabricam os papéis, por sinal lindíssimos mas não livre de ácidos , quando questionei sobre serem ou não acid free, ela disse que esta preocupação não existia pois a durabilidade de um não acid free eram em torno de 80 anos e que esta preocupação era infundada. Como 80 anos pois aqui na galeria a Sô colocou uma página onde ela mostra uma página de apenas 2 anos que ficou toda manchada por ela não ter usado um material apropriado? Enfim cabe a cada uma de nós esta decisão de usarmos ou não os papeís apropiados
Beijos

Virgínia

lileal
06-07-2004, 04:30
Eu tb já havia verificado a contradição das revistas..... Acho que seria muito legal se a nossa preocupação na utilização do material adequado chegasse aos ouvidos destas revistas..... Até porque o mercado do acid free não cresce pq nao se imagina a demanda que teria..... Uma vez eu fui na Papelaria universitária e perguntei sobre a cola acid free, o gerente me falou que eles tinham um fornecedor BRASILEIRO desta cola que faliu......

Bjos

Lívia

Fatinha
06-07-2004, 09:44
Olha gente, essa estória de papel aqui no Brasil também tem me deixado meio maluca. Tenho doze pessoas interessadas em aprender a fazer os albuns, mas não encontro material adequado. A maneira com que se fala nas revista passou para minhas alunas a idéia que seria ótima solução (ou única) pois em minha cidade também não encontrei o material livre de acido. Mas a minha consciencia se nega a dizer o mesmo as alunas.
Minha dúvida segue com vocês, eu tenho uma coleção de papel de cartas de mais 25 anos e as folhas estão ligeiramente amareladas mas bem melhor do que a pagina sitada do site. Estão em plásticos e armazenadas em local apropriado. Devemos lembrar que a umidade e temperatura do local são fatores importantíssimos. Mas não sei os danos (contaminação) que estes papeis de carta e plásticos fariam nas minhas fotos se estivessem juntos.
Se alguém tiver uma idéia ou sugestão de qual material usar com minha turma estou toda ouvidos.
Puxa falei de mais né? :oops:

Sandra Lima
07-07-2004, 12:28
Fatinha
De uma pesquisada em outros topicos daqui do site... muitos deles trazem informacoes importantes sobre papel. Este linka tem dicas muito legais:
http://www.scrapbookbrasil.com/comunidade/showthread.php?t=734
Beijos
Sandra

mdias
07-07-2004, 10:54
:D Oi Pessoal,

Infelizmente, ainda existe esta contradição em relação ao uso de material com qualidade de arquivamento no mercado brasileiro de scrapbooking. É triste ainda ouvir pessoas dizendo "um dia isso vai se tornar ácido mesmo, então para que se importar com essa questão?!", e tentando esconder essa questão das outras pessoas.

Porém, felizmente, já começamos a ver algumas empresas no Brasil se conscientizando sobre a questão da preservação e uso de material adequado. Particularmente, essa conscientização está sendo uma conquista de todos nós, membros da comunidade ScrapbookBrasil, pois acredito que o ScrapbookBrasil vem cumprindo um importante papel nesta questão, informando bem as pessoas sobre os problemas causados pelo uso de material inadequado. Nós (todos da comunidade ScrapbookBrasil) podemos até não ser os únicos a levantarem esta questão no Brasil, mas acredito estarmos enfatizando bastante sobre a necessidade dessa conscientização. (Por exemplo, em todos os sorteios e concursos organizados pelo ou junto com o ScrapbookBrasil, sempre pedimos a garantia dos patrocinadores de que apenas material apropriado para arquivamento será oferecido como prêmio.)

Assim, sabendo melhor sobre a questão de preservação e material adequado, cada pessoa poderá escolher o tipo de material (seja este apropriado ou não) que deseja utilizar em seus álbuns, mas fazendo sim uma escolha informada e consciente a esse respeito.

Para termos um maior acesso a materiais adequados (com maior variedade e melhores preços), cabe a cada um de nós fazer a nossa parte, seja recusando material inadequado, seja informando outras pessoas envolvidas sobre essa questão, seja usando nossa criatividade para criar nossos papéis, seja procurando por preços justos de materiais adequados (importados ou não), seja sempre consultando as lojas e fabricantes se o material oferecido possui qualidade para arquivamento (acid-free, lignin-free, etc), entre outras coisas. E assim, aos poucos, vamos conseguindo conscientizar lojas, fabricantes, revistas... enfim, todos envolvidos com o scrapbooking.

Apesar de todos nós da comunidade ScrapbookBrasil estarmos muito envolvidos neste hobby e interessados em material adequado para o scrapbooking, o atual número de pessoas que fazem álbuns de scrapbooking - "scrapbookers", "scrapbooknistas", ... precisamos definir um termo... ;) - no Brasil é pequeno, e esse é ainda um desafio para as empresas. Portanto, uma outra coisa que podemos fazer é simplesmente divulgar o scrapbooking, mostrando os álbuns para amigos, fazendo pequenos álbuns de presente para membros de nossa família, preparando e enviando cartões artesanais (ao invés de cartões prontos), etc. Mesmo que a pessoa possa não ter o menor interesse sobre o assunto, esta pode conhecer outras que tenham. E com pequenos gestos como estes (mas de grande importância afetiva para nós), também vamos conseguindo divulgar o scrapbooking.

Bem... eh... :mrgreen: acho que falei um pouquinho demais...
8) - Pronto! Assim vocês não precisam mais ficar :oops: por terem falado muito... ;) :D

Em suma, o que eu queria dizer mesmo é que tenho a certeza de que, dia após dia (mas não necessariamente "da noite para o dia"), com cada um de nós fazendo nossa parte, teremos uma maior conscientização e um maior acesso a material adequado ao scrapbooking no Brasil. :D

Um enorme abraço,
Márcio :D

Fatinha
07-07-2004, 12:17
Marcio

Nos EU a preocupação não é somente com scrapbook. Hoje em dia todo documento, trabalhos de graduação ... que vá ser arquivado, é obrigatório que seja com esse papéis especias. Portanto as Industrias estão vendo um campo limitado por que o consumidor em geral não está cobrando por qualidade. Lá em qualquer lugar que se tira cópias você encontra o papel com a qualidade que necessita.
Concordo com você vamos contar, falar, espalhar que existe essa possibilidade. Eu tentei entrar em contato com algumas empresas mas elas nem me deram resposta sobre papel livre de acidez.
Uma formiguinha mordendo não doi muito, mas se a colonia toda começar a morder... :mrgreen:

Fá :wink:

Fernanda Marini
07-07-2004, 05:37
Oi pessoas,

Concordo plenamente com tudo o que o Márcio disse.... devemos cutucar o mercado. Se oferecerem material inadequado, recusem... substituam por material acid-free.
Afinal de contas os álbuns são nossa responsabilidade, se usarmos material inadequado não poderemos "chorar o leite derramado" depois, ok?
Eu como Produtora Editorial me preocupo e muito com a questão do arquivamento... todos já viram como os livros envelhecem rápido, não é?

é isso... juntos nesta batalha... ainda venceremos.

beijos a todos

Renata Barreira
07-07-2004, 07:41
Oi, Pessoal.

Antes de fazer parte da comunidade já sabia um pouquinho sobre essa história "acid-free", mas somente aqui entendi realmente sua importância. Não só para trabalhos envolvendo fotos, mas para documentos importantes em geral. Agora entendo bem os livros amarelados, os trabalhos, teses e bla´, blá, blá... :shock:

Tenho me preocupado constantemente com essa questão nas minhas últimas pgs. Como outras participantes, tb fiz as pgs iniciais sem utilizar material adequado, por pura falta de informação... :?:

Concordo com o Márcio que nosso papel está em divulgar o trabalho e mostrar que temos força e somos interessadas em fazer aquilo que gostamos da melhor maneira possível. Morando em Araraquara (interior de SP) tb percebo a dificuldade em conscientizar os novos praticantes de scrap. Mas, não abro mão de utilizar o mais adequado e o melhor para nosos trabalhos.

Acho que já falei muito. :oops:

Até mais,
Renata.

mdias
07-07-2004, 08:23
:D Oi Fá, Fê e Renata,

Obrigado por nos lembrarem que a questão de arquivamento não se limita ao scrapbooking... se aplica também a documentos acadêmicos, artísticos, editorial, entre muitos outros.

Fá, a metáfora da formiguinha é perfeita!!! :D
Mas existe um outro lado da estória... uma formiguinha, ao tentar mostrar o caminho da mordidinha para outras formiguinhas, as vezes incomoda... ;) :mrgreen:

Abraços,
Marcio :D

Myma Rodriguez
07-07-2004, 09:45
Márcio,
Concordo plenamente com você sobre a necessidade de usarmos materiais adequados para que nosso trabalho seja preservado pelo maior tempo possível. Infinito e eterno nunca será...
Acho, no entanto, que só se divulga material importado e caro., principalmente o Mi-tientes. Existe no mercado brasileiro um papel alcalino da marca Filiperson. Já testei e já perguntei p/eles. Não tem acidez. É bem mais acessível e tem uma variedade de cores razoável, e várias gramaturas. Eu uso para meus trabalhos de scrapbook e tb para cartões pois gosto das texturas. Temos que procurar e divulgar estes materiais. O problema aqui é que há um abuso generalizado nos preços. Não apenas do material mas nos custos das aulas. Vivemos no Brasil e não nos Estados Unidos e os preços aqui são mais caros. Deste jeito, acho que o scrapbook vai continuar restrito a uma minoria. Como vc mencionou cabe a nós mudar este quadro, primeiro nos recusando a pagar estes preços abusivos e procurando opções com preços justos.
Abraços
Myma

mdias
07-07-2004, 10:50
:D Oi Myma,

Você tem toda razão...

Todos os tipos de materiais apropriados precisam ser divulgados sim... Com certeza o Mi-teintes não é a única opção de papel. Por curiosidade, fiz uma pesquisa aqui nos fóruns por "papel alcalino" e foram encontrados 7 tópicos. A pesquisa por "papel neutro" retornou 19 tópicos. E o artigo sobre preservação (na seção recursos) comenta sobre outras opções de papel. O papel filiperson também foi mencionado (inclusive por você e pela Claudia Madruga). E é sempre bom saber sobre novas opções. Estamos divulgando... ;) :D

Sobre o preço de cursos em geral, os valores ainda são um pouco altos, mas acredito que com a divulgação do scrapbooking, com mais pessoas praticando, com mais pessoas ensinando, e com mais opções, os preços também deverão cair. É também uma questão de divulgação, de uma maior procura, para que os preços caiam, e mais opções de produtos adequados apareçam. ;)

Um grande abraço,
Marcio :D

Myma Rodriguez
08-07-2004, 12:21
Márcio,

Eu acredito que se as pessoas se recusarem a serem exploradas, mais do que tudo, vai fazer com que os preços sejam justos e razoáveis. Seja do material ou dos cursos. Qualquer artesanato, que requer muito mais conhecimento e pratica do que o scrapbook, custa em média de 25 a 35 reais por aula de 3 horas. O Scrapbook resolveram nivelar por cima. 120 reais por aula. E o pior que as pessoas não têm didática, não se preparam, oferecem material nacional (color plus e cola cascorez, entre outros) e dão aula "no tapa". Nas aulas que fiz, ninguém conseguiu terminar nada por absoluta falta de organização. Eu não pretendo fazer mais aulas. E a maioria que estiveram nestas aulas comigo tb pensam assim. Acho que é a única maneira de pressionar para que os preços se ajustem a um patamar real e que antes de oferecerem uma aula, se preparem melhor, organizem o material e tenham realmente alguém que entenda do assunto e tenha didática para ensinar. .Saber fazer páginas bonitas e originais não é suficiente. Ai, sim, eu acredito que o scrapbook vai se tornar popular no Brasil.

um grande abraço
Myma

mdias
08-07-2004, 01:21
É Myma,

Você tem razão, e conhece a realidade dos cursos melhor do que eu.

Essa questão me lembrou de uma propaganda antiga de uma marca de biscoito... "ele vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?" :D Neste caso, o que precisa acontecer primeiro? abaixar o preço para se tornar popular, ou tornar popular para que os preços baixem?! "Qual será o segredo?!" :D

Eu acho que as duas coisas precisam acontecer ao mesmo tempo... Ou seja, quanto mais praticado for o scrapbooking, mais barato serão os cursos e materiais, e vice-versa. E com o tempo, quando o scrapbooking for mais praticado, com mais pessoas interessadas e informadas, e uma maior quantidade de cursos disponíveis, a concorrência aumentará, e os cursos de scrapbooking provavelmente chegarão aos valores que você mencionou.

Fazendo uma comparação com uma área completamente diferente, lembro que os primeiros cursos de micro-computação no Brasil há uns 10-15 anos atrás eram muito mais caros e mais excassos que hoje em dia. Com a proliferação do micro (aumento de usuários e empresas usando o micro como ferramenta de trabalho e de pesquisa e lazer em casa), e com mais pessoas capacitadas e informadas sobre o assunto, o preço dos cursos cairam vertiginosamente, e a qualidade certamente melhorou. Abstraindo detalhes específicos desse exemplo (como a política de informática, etc), o preço dos PCs também vem sempre caindo (mesmo considerando o topo de linha), e os cursos bem mais acessíveis - bem, estou falando aqui de uma forma geral.. mas é claro que há casos e casos... ;)

Infelizmente, eu não tenho informação sobre a evolução de outros tipos de artesanato no Brasil. Hoje em dia, cerâmica plástica, decoupage, entre outros artesanatos, já estão bem difundidos no Brasil, mas não foi sempre assim... Humm... :? agora fiquei curioso para saber como esses artesanatos progrediram no Brasil. Estou "chutando" :D, mas acho que no início também deveria ser difícil encontrar cerâmica plástica, e poucas pessoas sabiam e ensinavam este tipo de artesanato.

É, não temos como saber ao certo "qual é o segredo", mas este deve ser um daqueles caminhos que precisamos trilhar juntos agora (de forma similar aos que já foram trilhados por outras pessoas em outras áreas) para termos uma melhor "estrada" no futuro.

Abraços,
Marcio :D

Obs: Pessoal, eu fiquei curioso agora... :mrgreen:... vocês tem informações sobre a evolução "histórica" de outros artesanatos no Brasil, particularmente o de cerâmica plástica e de decoupage (pois, assim como o scrapbooking, estes precisavam de material não facilmente encontrado no mercado quando ainda estavam começando)?!

Carla Cavellucci Landi
08-07-2004, 03:01
Márcio,

Decoupage, até onde sei, era tão restrito qto scrap (ou MAIS restrito, foi na era pré Internet). Mas muita gente usava revista, papel de presente... era o jeitinho pra driblar falta de material e conhecimento.

Decoupage foi tbm um boom - e usa-se de tudo para isso. Hoje, depois de ter feito um curso num local que se preocupa com durabilidade, tbm aprendi que há materiais e materiais... embora essa mesma loja venda materiais não livres de acidez... vai entender...

Qto aos cursos, posso te dizer que isso virou um mercado "fácil" por aqui, oportunismo mesmo. Não vamos generalizar, pois há pessoas extremamente capacitadas dando cursos diversos. Mas muita gente sem capacitação, quer para decoupage, pintura country (outro boom), mosaico, etc, está por aí, dando suas aulinhas. É um dinheiro rápido, vamos assim dizer. E infelizmente há quem pague.

O custo das aulas de scrap é alto em parte acredito que pelo material utilizado em aula. Mas também eu vejo - embora não tenha feito esse curso - que scrap foi identificado como um "hobby" de pessoas com MUITO dinheiro para gastar - foi nivelado mais pelo mercado-alvo que pelo custo efetivo. Por favor, isso não é regra e não estou apontando niguém em particular, mas é o que eu pude "enxergar" visitando muitos lugares e conversando com amigos.

Qto ao uso de materiais inadequados... infelizmente isso existe.

Eu costumo visitar muito uma loja, e as meninas já sabem: elas me oferecem um papel novo, eu pergunto "é acid free"? Outro dia eu nem precisei perguntar, elas já disseram "ah, pra vc tem que ser acid free".

E olha que atualmente minha condição financeira é MUITO mais complicada, mas eu prefiro comprar um papel legal e usá-lo com parcimônia e criatividade - uma tira aqui, um pedaço ali... e guardando TODOS os retalhos!!!!!!!!!

Acho que a gente tem, sim, que perguntar, questionar... e educar quem quer que seja. Outro dia em outro grupo uma menina disse que adorava tanto as fotos dela que não colava em álbuns, pregava em quadros metálicos com imãs... corri explicar sobre riscos, acidez, proteção, polipropilenos, etc... ela adorou a explicação.

Qdo há mercado, há produto. Só precisamos mostrar as nossas carinhas!!!!!

:wink:

Renata Barreira
08-07-2004, 08:28
Bom, pessoal

concordo com a Myma qdo ela diz que o Scrapbook está nivelado por cima. Comparando -se com outras atividades de artesanato, fica difícil convencer algumas pessoas a praticarem. Para nós, que moramos no interior, é ainda pior. Toda vez que quero fazer um curso ou comprar materiais tenho que me deslocar até São Paulo. Não encontro nem Mi-Teintes aqui. Tudo isso acaba tornando essa atividade ainda mais cara... O que me ajuda é minha cunhada que mora nos EUA e cada 2 meses me envia um pacote com um pouco de material.

A única loja aqui que trabalha com materiais para essa atividade é uma loja de revelação de fotos que vende kits da Vila do Papel. E vcs acreditam que nem lá (onde o foco principal é a fotografia), eles sabiam sobre essa preocupação do "acid-free"?! :shock: Foi demais...

Também acredito que o tempo é o melhor companheiro nessas situações. Percebo que para termos produtos nacionais "acid-free", as empresas do ramo terão que fazer alguns investimentos de forma a preparar seus produtos de maneira adequada e isso talvez tome algum tempo. E com certeza, se eles perceberam um grande interesse nossso, sentirão que tem mercado para isso.

O que me irrita mais nessa história toda, são as lojas (do tipo que a Carla citou) que defendem uma idéia, mas na hora de vender os produtos nos oferecem alguns que são inadequados. :?: Claro, até entendo o lado deles, eles tem que vender e se não têm todo o material necessário, oferecem algum substituto (que nem sempre é "acid-free"). Mas, temos que agir com a Carla, negar e sempre exigir o mais seguro e mais em conta tb.

Enfim, fico feliz de participar de uma comunidade onde as pesssoas além de serem exímias artistas na arte de "scrapbookar" (inventei!), são pessoas conscientes da necessidade de atuarmos como consumidores, exigindo produtos cada vez melhores e com preços mais acessíveis.

Estou com vcs nessa questão! :wink:
Podem ter certeza que estou fazendo minha parte aqui em Araraquara.

Um grande beijo,
Renata.

Fernanda Marini
08-07-2004, 09:15
Oi pessoal,

Li toda a discussão que concordo com vocês. Uma vez eu aprendi que a união faz a força. Reforço que devemos sempre recusar material inadequado. Infelizmente tudo o que é novidade por aqui acaba sendo medido a peso de ouro e não deveria ser assim. Quanto aos cursos, bem tenho uma opinião bem particular sobre isso. Acho que não tem necessidade de pagar “R$120,00” numa aula, seja ela de que técnica for. Para scrap então... vê-se que a Cris e a Anapaula ensinam e o valor não é esse... além de que deveriam deixar o material em aberto, para que as pessoas tenham a liberdade de escolha. Bom, é uma opinião bem particular, pois sou muito curiosa e se um curso não é acessível eu mesma vou atrás e aprendo seja por meio de revistas, livros ou internet. Aprendi a mexer no computador e na maioria dos softwares gráficos (que uso muito, é minha ferramenta de trabalho) na raça... sentando à frente do meu pc e descobrindo as coisas... Sabe aquela história: quem tem boca vai à Roma... Ir à luta? É bem isso. Por favor não me entendam mal... eu tb faço cursos... e já fiz vários... mas não acho certo o abuso.
Resumindo, se todos buscarem as coisas por conta própria, o mercado de materiais e os professores de artesanato irão se mancar que precisam “popularizar” o assunto e não deixar apenas para a Elite, para as dondocas desocupadas.
Quanto a decidir usar material inadequado por não Ter boa condição financeira, bem é de cada um, mas acho que dá para ir comprando aos poucos... eu mesma faço assim... se não dá para comprar tudo de uma vez, vou comprando uma folhinha aqui... um enfeitinho alí... e depois de algum tempo vc soma tudo.
Como já disseram, o papel Filiperson é realmente muito bom, eu mesma já liguei e mandei e-mails perguntando... se alguém se interessar em conhecer entrem no site deles que dá até para pedir catálogo de amostras... eu tenho um. Eles são muito legais e mandam para o Brasil todo.
Além da Filiperson, a Suzano Cia de Papel e Celulose tb tem uma qualidade de papel que é totalmente alcalina... e excelente qualidade por sinal. Além da linha Reciclato, tb da Suzano.
Estou sempre pesquisando material, pois me preocupo muito com a qualidade dos meus projetos, antes de conhecer o scrap eu já me preocupava com esta questão.
Quero que os projetos dos meus livros sejam de extrema qualidade, já que se vai pagar caro por eles, precisam durar muito. Como todos sabem, livros aqui no Brasil são artigos de luxo, infelizmente.... deveriam ser mais acessíveis...
Devemos sempre nos preocupar com a questão da qualidade, durabilidade, direito autoral... digam não às cópias de livros...
Acho que me empolguei, mas é isso.... :lol:

Beijos para todos.

:wink:

Ana Carolina
08-07-2004, 09:19
Renata,

em relação aos Kits e fascículos da Vila do Papel, é bom lembrar que eles são de color plus e, portanto, "acid-acid" (inventei tb).
Carol 8)

Claudia Madruga
08-07-2004, 09:33
Oi turma!!!
Tambem concordo com a Myma , Marcio , Carla......
Temos que buscar o que é melhor para o nosso trabalho de uma maneira consciente e ao mesmo tempo conscientizando interessados na arte do scrapbook.
Tudo tem o seu início, sempre um pouco difícil, mas ao longo do tempo vai evoluindo e se tornando acessível. Acho que a popularizaçao e preços mais baixos devem andar juntos, pois um dependo do outro.
Eu estou sempre procurando dentro do nosso mercado ( mais precisamente Floripa) o que é melhor para meus álbuns e bolso tb. Como não tenho a caneta de pH , fico incomodando quem tem. As informações que tive foi que além do Filiperson , o papel Chamex também é alcalino. Só ainda não descobri sobre o microondulado nacional ( quem souber por favor me informe). O que quero dizer com isso é deve haver no mercado nacional outros papeis alcalinos ou neutros. :shock:
Outro dia fui comprar o mi-teintes e questionei porque em SP o pacote custa 5,80 e aqui 8,00, disse que sai mais barato eu pedir para uma amiga comprar em SP e enviar via correio do que comprar aqui. Então a lojista ficou de rever o preço. Já é um bom começo, não??
Marcio , quanto a ceramica plástica, quando conheci a massa, mais ou menos uns quatro anos atras o pacote custava 8,00. Atualmente encontro em torno de 6,00. Eu acho que a tendencia do mercado é baixar preços conforme a procura e divulgação do material.

Bom, e quanto as revistas, não defendo nem condeno, só acho que elas estão fazendo seu papel. A grande maioria de nós aqui no Brasil , iniciou usando colorplus, cola muuuuittto ácida, etc.... Mas iniciamos, e procuramos mais informações e optamos seguir o caminho correto e levando em consideração não só a beleza de nossos álbuns mas também a sua presevação e duração ( não esqueçam que alem do material tb é importante o armazenamento livre de luz e umidade).

:oops: Nossa falei pelos cotovelos....

Claudia Madruga
08-07-2004, 09:41
Fê,
também concordo com você.
fico feliz de saber que temos mais um papel para opção. :D
Já anotei a dica. :wink:

Fernanda Marini
08-07-2004, 09:46
olá...

é isso aí pessoal, vamos valorizar o que é nosso buscando e pesquisando papéis nacionais...

acho que estamos no caminho certo... vai ter uma hora que com certeza será mais acessível além de termos lindos materiais.

beijos

Janice I. Dantas
08-07-2004, 10:22
Puxa! Não esperava gerar tanta polêmica. Que bom que estamos juntos nessa luta! Aqui em Brasília, nem se fala! Ninguém sabe sobre PH neutro, acidez e ......... enfim. Quando sabem, não dão importância.

Dei um curso onde eu e minha irmã explicamos tudo direitinho sobre acidez. Mostramos álbuns antigos todo amarelados pelo uso de material inadequado e o álbum de casamento da minha irmã feito há 14 anos todo com material acid free que permanece intacto para que as alunas tivessem a idéia do estávamos falando.

Porém, pelo material ser de difícil acesso e muito caro, elas usaram e usam ainda o color plus.

Não foi por falta de aviso, né?

Maria do Rosario
08-07-2004, 10:41
Ai meninas...

depois de ler tudo isso (e concordo plenamente com vcs) me lembrei de uma estória engraçada. Qdo eu comecei a fazer o scrap a quase 6 anos atrás, nós tavamos num situação financeira horrível (e digo horrível pq n vou dizer palavrão aqui). E p/ piorar estava grávida. Então qd o dinheiro sobrava, eu comprava coisas p/ o bebê. Mas foi exatamente nessa época q descobri o scrap. Foi um pouco de impulso, um pouco de loucura e uma completa paixão q me fez começar a comprar as coisas de scrap. Comecei com um kit de bebê q encontrei numa revista. Quase 1 ano depois comprei uns papéis em tons pastéis, uma tesoura artesanal e um furador. 6 meses depois comprei umas fitas, uns stickers, mais 1 tesoura e mais um furador. Durante os primeiros 2 anos de scrap tudo q possuia cabia numa caixa de sapato (dessas grandes q caberiam botas dentro). E era lá q guardava tudo. E eu fazia q nem mtas de vcs: guardava tudo q sobrava dos meus papéis p/ poder usar em futuras páginas. Por menor q fosse o papel via aquilo como ouro e achava q poderia usar no futuro. Conforme nossa situação financeira foi melhorando. a quantidade de material de scrap aqui foi aumentando e os preços foram caindo um pouco, pude adiquirir mais coisinhas p/ meu vício. Hoje em dia tenho um canto no meu quarto (espero ter um quarto qd estiver na casa nova) entulhado de coisa. Chego a nem ter mais espaço. :shock: Tenho um monte de caixa empilhada debaixo da minha escrevaninha pq n tenho lugar p/ elas. E outro dia fui dar uma limpeza nos meus materiais e n é q encontrei todos aqueles pedacinhos de papel q guardava a 6 anos atrás? Alguns estavam terrivelmente amassados. Outros eram pedaços tão pequenos q acho q deveria estar doida na época q guardei pq n é possível existir utilidade p/ eles. :lol: :lol: :lol: Acabei jogando tudo fora (quer dizer o q n tem utilidade). Mas até hoje guardo ainda restos de papel pq eu detesto desperdício. E na realidade acabo sempre encontrando alguma utilidade p/ eles. :lol:

Bom... só queria compartilhar essa estória com vcs.

Bjs...


Daisy Olivier Vilela
08-07-2004, 11:21
:D Ei Rô!!!!!Bom dia!!!

Sabe que eu também fazi assim?

Mas no início, eu guardava em uma caixa e à medida que ia tendo mais coisas, ia aumentado o nº de caixas. Eu trabalhava fora e só podia fazer nos finais de semana e era muito engraçado, porque eu ia pra sala (que ainda não tinha móveis) e espalhava tudo em cima do carpete, usando as tampas das caixas para colocar coisas pequenas e canetinhas, tesouras...
Dava uma dor nas costas da véia!!!!!! :D :D

Mas fiz uma porção de coisas e quando terminava, tinha que catar tudo, pegar o saco de lixo (nem lixeirinha eu ainda tinha) com os retalhinhos de papel, alisar tudo e colocar em um envelopão os pedacinhos que eu "poderia" querer usar um dia...e ainda faço isso e me são muuuito úteis!

É engraçado relembrar...tão gostosa a descoberta da atividade e mais ainda saber que se tem capacidade de criar trabalhos tão diferentes! O Scrapbooking entrou na minha vida para não sair nunca mais!! 8) :wink:


Obrigada por compartilhar e me fazer ter lembranças tão agradáveis, Rô!

Bjs,

Ana Carolina
08-07-2004, 12:22
Pois é, meninas, pois eu ainda estou na fase de guardar tudo, ainda não passei dela. E o pior é que além de mexzer com papel eu tb pinto. No ano passado a minha mesa da sala ficou aprecendo uma tenda de índio por uns três meses, quando comecei a fazer meus bloquinhos. Depois entrei na onda dos gaveiteiros plásticos e comprei uns 4. Agora nem neles cabe. Resultado: a mesa já está virando uma tenda de novo.
E assim vai.
Carol :mrgreen:

Daisy Olivier Vilela
08-07-2004, 01:13
Ei Carol! :D

Eu tb tenho 4 gaveteiros grandes de 4 gavetas cada, a mesa com tampo de vidro, que é a superfície que gosto de trabalhar (encostada na parede) 1 prateleira acima da mesa, com aquelas caixinhas plásticas brancas da TOK S....(5) com coisas pequenas, 2 daqueles secadores de talheres que têm a parte central redonda e a de fora, mais baixa, quadrada(são ótimos para gusradar canetas, lapiseiras, esfuminhos, estiletes, pinças e afins....
Mandei fazer uma cama de MDF para mim, mais alta que o normal, pois embaixo dela guardo 5 caixas daquelas da Natu....revestidas de kraft decorado, 2 estantes cheias de caixas diversas encapadas e etiquetadas com materiais diversos e outras tantas de fotos...Ufa!!! Chega ou quer mais??? :roll:

Mas é tão gostoso estar no meio de tudo isso, tenho certeza que a Rô e vc não se arrependem de às vezes ficar "perdida" no meio dos papéis. Acertei???? :wink:


Bjs,

Renata Barreira
08-07-2004, 02:05
Noooosa Daisy!

Que inveja todo esse espaço que vc tem. Essa semana adquiri meu primeiro gaveteiro e estou pulando de alegria. As coisas que antes ficavam numa prateleira do meu guarda-roupa, agora estão super organizadas. Mas, é claro, que ele já está lotado. Mas eu estou super feliz. Como ele tem rodinhas, posso levá-lo para todo canto da casa... :wink:
Aqui estamos (eu e meu marido) numa disputa pelo espaço do nosso escritório. Moramos num apartamento pequeno e qq espaço vale ouro!!! Mas, em breve, devemos construir nossa casa que terá um atêlie ´so para mim... Ai, que sonho! :shock:

Ah, Ana Carolina, disse lá na loja que os papéis da Vila são "acid-acid" :P

Um grande beijo,
Rê.

Renata Barreira
08-07-2004, 02:29
Pessoal,

só completando toda essa história: Eu fui na loja de fotos hoje e eles estão montando um álbum, onde cada cliente faz uma página. Isso é mail-art???? (desculpe a minha ignorância!) :mrgreen:
Trouxe o álbum para casa e pedi 10 dias para montar uma página sobre o tema que eu quiser. As que foram feitas estão super simples, não possuem todos so componentes essenciais e não utilizaram material "acid-free". Mas, apesar de tudo, acho que é um começo. Agora, mostrando meu trabalho, talvez as outras pessoas se interessem em aprender um pouquinho mais sobre esse mundo fantástico. E olha que estou só começando, imaginem se vissem os trabalhos da galera abilidosa da nossa comunidade...

Depois que entregar, conto qual foi a repercução. Estou até pensando em contactar a Secretária de Cultura da minha cidade e propor uma exposição do meu trabalho... O que vcs acham???
Tb fiz essa proposta na academia que frequento. Pedi para eles montarem um cantinho do artesão, para cada aluno poder mostar o que faz.

Chegaaaaaaaa!!!! Estou faladeira demais hoje... :oops:

Mil beijos,
Re.

Claudia Waller
08-07-2004, 03:08
Gente, que invejinha ( no bom sentido) eu ainda estou montando meu cantinho, nao tenho muita coisa, mas já dá pra fazer a maior bagunca na mesa.
Só voltando ao assunto, a Claudia Madruga me falou sobre o papel Filiperson, procurei saber me informaram que apenas o Filiset da Filiperson é acid-free, os outros nao sao, liguei para o suporte tecnico. Eles foram muito atenciosos, deixei telefone e endereco e me informaram que um representante viria aqui, realmente o representante me ligou e disse que trará uma amostra junto com a relacao de lojas que vendem o material.
Tambem me informei sobre o chamex e varios outros tipos de papeis nacionais que sao alcalinos e alcalinos, pelo que entendi e peco mais uma vez a ajuda da Claudia Madruga, o ph alcalino com o tempo vai tender para o neutro, sendo que o ph neutro com o tempo vai tender para o acido, portando o melhor a ser utilizado seria o alcalino, a durabilidade do trabalho seria beeem maior, no entando pra sempre, forever, nenhum deles. Bom, foi o que me informaram nessa pesquisa toda sobre papeis. Claudia, por favor me corrija se eu estiver errada.
Quanto ao chamex, ele pode ser usado, o inconveniente é que ele nao é artesanal, nao dá aquela textura, nem a impressao fica tao bonita quanto no mi-teintes. O filiset ainda estou esperando chegar, já encomendei e vou experimentar sim, acho tambem que devemos procurar o que é mais acessivel para nós sem deixarmos de lado nosso maravilhoso hobby.
O que é muito legal disso tudo, é podermos contar uma com as outras, trocar ideias, pesquisar, o que uma descobre, conta pra outra, etc.
E tambem é muito bom ter pessoas entre nós que entendem bem do assunto, fiquei muito feliz por a Claudia dividir a informacao do papel filiperson com a gente. É uma opcao que eu nao conhecia.
Agradeco a ela e a todos voces por ajudarem a tornar nosso 'vicio' mais acessivel.
Beijos,
Cacau

Ana Carolina
08-07-2004, 03:24
No material que a Filiperson me mandou, eles me informaram que todo o material é alcalino. Chequei no site e a informação procede. E agora? :?: Carol

Claudia Waller
08-07-2004, 03:28
Oi Carol,
Bom, essa informacao recebi por telefone, mas vale a pena pesquisar mais, nao recebi ainda nenhum material por escrito da filiperson, acho que a Claudia tem mais informacoes, ela testou o papel, vamos esperar, estou tambem pequisando um pouco mais.
Quem tiver mais informacoes, avisem.
Bjs,
Cacau

Claudia Waller
08-07-2004, 03:36
Verificando o site da Filiperson, achei essa citacao: '... já nesta ocasião iniciou sua produção adotando a colagem
alcalina em toda a sua linha, sendo portanto, a primeira fábrica de papéis
especiais no Brasil a produzir de forma contínua (100%) papéis alcalinos.'
Parece que a informacao que recebi por telefone, realmente nao procede.
Cacau

Carla Cavellucci Landi
08-07-2004, 03:56
Eu vejo vcs falando de espaços, que vão mudar e ganhar espaços maiores...

Pra mim vai ser o inverso. Moro hoje numa casa grande, mas como tudo deu reviravolta$ teremos que mudar para uma bem menor. Hoje eu ocupo boa parte da casa com as minhas coisas (a garagem com 4 armários, gaveteiros, prateleiras, um guarda roupa enorme e mais dois armários no quarto de empregada além de duas mesas aqui no escritório + 4 gaveteiros só para coisas de papel, entre eles scrap.), e a casa que vimos deve caber só as minhas coisas... ou a minha família (sem contar as coisas dos meninos.

Então... em breve haverá um "família muda" gigante por aqui.

Mas tudo bem... a gente dá um passo atrás pra pegar impulso pro pulo pra frente, né?

Ainda bem que material de scrap ocupa pouco espaço (quer dizer... não preciso da garagem) :P

Fernanda Marini
08-07-2004, 05:06
Olá meninas,

estão havendo informações cruzadas no assunto papel Filiperson. Toda linha é alcalina... já recebi as minhas amostras pelo correio e há muito tempo trabalho com este papel... ele tem uma durabilidade excelente.
Quanto ao papel da Chamex eu não sei informar, pois prefiro trabalhar com o da Suzano que é o papel Report Alcalino 90 g/m3. E o Reciclato.
Meus pais tem gráfica e sempre usam papel Report por ter maior durabilidade nos impressos.
No ano passado na faculdade fizemos uma pesquisa sobre papéis alcalinos e recebemos um representante tanto da Filiperson e da Suzano e todos os dois fizeram uma palestra mostrando a durabilidade e a confecção destes papéis.
O melhor de tudo é que são nacionais e fazem reflorestamento.

É isso.

Cacau, qualquer dúvida me mande uma mp.

beijos a todas

Myma Rodriguez
09-07-2004, 04:35
Márcio,
Adorei sua colocação! :D
Pagamos caro por que não sabemos valorizar nosso dinheiro ou cobram caro por que não reclamamos e concordamos?
A Fê tem toda razão. Temos que dizer NÃO a estes preços abusivos. Só assim, o mercado vai se ajustar.
Tem uma loja aqui em SP onde a gente compra o material que quiser, e eles tem uma variedade incrível, e as aulas são de graça. O custo do material para uma pg de scrapbook, todo importado, não é nem de 20 reais e sempre sobra material. Por que então pagar 120 reais por uma aula, com material não adequado? Isto sem falar que as pessoas não estão habilitadas para dar aulas. Podem até fazer coisas bonitas e originais, como já mencionei, mas não têm didática e nem organização. ;E uma aula na base do improviso.
Quanto aos outros artesanatos, como a Carla mencionou, tem de tudo. Mas eu tenho frequentado bons cursos, com ótimos professores e a preços dentro daquela margem (entre 25 a 35 reais por aula de 3 horas).
Com referência a decoupage, agora virou moda outra vez, mas há mais de 30 anos fiz muitos cursos, (era muito popular) com materiais bem mais simples, mas com bons professores. A gente usava gravuras nacionais de ótima qualidade. Minha mãe tem até hoje um estojo de madeira de um faqueiro que ganhou nas bodas de prata (há 33 anos) que eu fiz um trtabalho de decoupage e está intacto e perfeito.
Eu faço aulas de patchwork, que é um trabalho que requer muita técnica e conhecimento. Não é tão divulgado ou popular e nem por isso custa tão caro. A aula avulsa custa 30 reais (3 horas) e pagando por mês, ,custa 100 reais por 4 aulas de 3 horas. Eu posso comparar pois faço tanto patchwork como scrapbook e acho que em termos de investimento p/se dar uma aula, o patchwork é muito mais caro. As pessoas não podem simplesmente fazer alguns trabalhos e sair dando aula. A Maioria das professoras tem anos e anos de estudo e trabalho. E as sulas são programadas e elaboradas. A gente sai satisfeita, com o trabalho pronto. O que nunca aconteceu comigo nas aulas de scrapbook. A Gente sai sempre com tudo pela metade. Ninguém consegue terminar nada. Por favor não me entendam mal. Não estou generalizando. Só posso falar do que eu fiz e com exceção de uma aula que eu acabei fazendo sozinha pois as outras pessoas não apareceram, eu terminei 2 páginas e posso dizer que valeu a pena apesar de que ainda assim achei caro.
Até que os preços não estejam num patamar razoável, vou pesquisar na internet, trocar idéias com amigas, usar as ótimas informaçòes do site SB e e seguir adiante.

Abraços
Myma :D

Fernanda Marini
09-07-2004, 04:43
É isso aí, Myma... vamos valorizar o que é nosso. Vc tem toda razão... não podemos generalizar, mas que tem muito atravessador por aí, ah isso tem.

beijos a todos
:D

Claudia Madruga
09-07-2004, 05:00
Oi Cacau,
você está certa em relação aos papeis alcalinos, estes um dia serão neutros e posteriormente ácidos.
O que entendi no site é que o Filiset apresenta pH neutro, tanto é que cham-se "Filiset Neutro". E outros , como Filipaper, são alcalinos.
Bom, não posso te dar mais informações porque eu não tenho a caneta de pH, o que te passei foi que outra pessoa aqui do site testou e me confirmou que era alcalino (escrevi isso em mp para você). Alias, como voce me perguntou sobre o Chamex tb procurei informação com outra que tem a caneta e essa tb me disse que o Filiperson era alcalino.
O negócio é sempre estarmos atentas e pesquisarmos muito. E você não precisa me agradecer nada , pois eu recebo tanto daqui que o que dou é mínimo.

Quanto aos preços de aulas, aqui em Floripa sai bem mais em conta fazer aulas. Por um curso de pintura em madeira, seja decoupage, country e outras está em torno de 35-40,00 por 4 aulas de 3 horas cada (e tem gente que acha caro); de patchwork e bonecas de pano está 65,00 pelo mesmo período.
Em compensação para acharmos material aí a coisa inverte. :shock:

Zeze
10-07-2004, 09:01
Oi pessoal!!
Que bela discução!!!
Essa informação do papel foi "10", descobri que esse ( filipaper) tem aqui em minha cidade
Me identifiquei muito com a Fernanda, pois foi do jeito dela que aprendi tudo que sei.
Acho , também, que não precisamos fazer curso fora , nosso site já é suficiente, até pelo preço.
Bem... pelo menos para mim, estou aprendendo muito.
Um abraço
Fiquem com Deus
Maria Jose

Eliz
15-07-2011, 12:04
Aqui na minha cidade..não tem curso e nem material..o pouco que tem é carooo...eu achei..estou fazendo meus trabalhos com papel alternativo( nem sei se podem ser chamados de scraps rsrs..pq faço seguindo a net, então...não fiz curso, apenas vi alguma coisa no you tube e em sites)

Carla Cavellucci Landi
15-07-2011, 12:12
Eliz,

O fato de ser feito com papel alternativo ou por voce nao ter feito curso nao significa que seu trabalho nao seja scrap.
Nao sei se voce ja viu, mas a Isabel Rocha faz trabalhos lindos e com material alternativo tbm. E ela tbm nunca fez aulas.
Veja este artigo sobre ela http://www.scrapbookbrasil.com/content.php?14-Isabel-e-o-Scrap-Alternativo e depois visite a galeria dela para se inspirar!!