Outono
Rosângela Scheithauer
Árvores inquietas com o outono
Cospem folhas escarlatas que com o vento
Desprotegidas se transformam feito sonho
Que a natureza proporciona num momento
Gemidos leves no crepúsculo da noite
Invadem ciprestes pálidos e taciturnos
Vão-se ásperas pétalas feito açoite
Ficam só gelsêmios em berços noturnos
Ah! outono, não parta assim tão destemido
Pois no golfo do silêncio se aproxima
Com o grito dos alces faz-se oprimido
O inverno, prá cumprir sua sina.
Beijocas!![]()
Mais uma sobre o outono.
Outono de Nossas Vidas
O outono bate à nossa porta.
Tardes quentes, noites frias.
Até o brilho das estrelas,
Aparentam menos alegrias.
As plantas, perdem parte do seu encanto.
Suas folhas que começam a cair,
Se espalham por todos os cantos,
Cobrindo a terra com esse triste manto.
Os pássaros que antes cantavam alegremente,
Parecem terem ficado mudos.
Também eles se sentem entristecidos,
Com o outono que se faz presente.
A natureza toda chora.
O verão que foi embora.
Pois o outono nos trás de presente,
O inverno que acaba com os dias quentes.
Nosso único consolo,
É que tudo é passageiro.
O outono, inverno logo se vão,
Trazendo a linda primavera
Que é a mais bela estação.
Flores se espalham por todos os cantos.
Pássaros nos alegram com seus belos cantos.
Trazendo para todos nós,
O alívio e o esquecimento,
Do tempo que nos trouxe tormentos.
Lindamar C. Cardoso de Mello
Beijocas!!!![]()
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